segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quatro são assassinados em menos de 24 horas na Redinha, em Natal

Crimes ocorreram entre a manhã do sábado e madrugada deste domingo. Três das quatro vítimas foram mortas dentro de casa. Lei do silêncio impera.

Anderson Barbosa Do G1 RN
Welison Fernando Amaro Farias, 20 anos, foi morto na manhã do sábado (Foto: Divulgação/PM)

Quatro homens foram assassinados a tiros entre a manhã do sábado (9) e a madrugada deste domingo (10) no bairro da Redinha, na Zona Norte de Natal. Segundo a polícia Civil, os crimes têm características de execução, mas ainda há poucas informações. A lei do silêncio impera na comunidade. Três das vítimas estavam dentro de suas casas quando foram mortas. Pelo menos 20 homens encapuzados e armados de espingardas, fuzis e pistolas teriam invadidos as residências.

O primeiro crime aconteceu aconteceu na manhã do sábado, por volta das 10h. Welison Fernando Amaro Farias, de 20 anos, caminhava pela rua Manoel Caetano quando foi baleado por dois homens que o perseguiram numa motocicleta. Pelo menos quatro tiros atingiram o rapaz. O Samu foi acionado, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro médico. Ninguém foi preso.

Já no final da noite, na rua Provador Mariano Coelho. Judson Ferreira da Silva, de 28 anos, foi o alvo dos disparos. Dez minutos depois, já no começo da madrugada deste domingo, outros dois homens também foram executados. O duplo homicídio aconteceu na

rua Baipendi. Um dos homens mortos ainda não foi identificado. O outro chama-se Bruno Romualdo de Oliveira, de 36 anos. “Os casos são semelhantes pela forma como os criminosos agiram, invadindo as residências, e pelo tipo de amamento, que são de grosso calibre”, ressaltou o delegado.

"Muito provavelmente, essas três últimas vítimas foram mortas por uma facção que disputa o controle do tráfico de drogas na região", disse um dos delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado pediu para não ser identificado porque ainda está em estágio probatório, que é um período de avaliação para a definitiva efetivação no cargo.

A Polícia Militar ainda fez buscas pela região, mas não encontrou nenhum suspeito.

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