segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Após dois dias de trégua, RN volta a registrar ataque incendiário

Ônibus, caminhão e trator foram destruídos em Senador Georgino Avelino. Secretaria de Segurança investiga se incêndio foi causado por facção.

Anderson Barbosa e Fred Carvalho Do G1 RN

Incêndio destruiu um ônibus, um caminhão e uma retroescavadeira em uma garagem da Prefeitura de Senador Georgino Avelino (Foto: PM/Divulgação)

Após dois dias inteiros sem registrar nenhum caso que pudesse ser relacionado aos ataques criminosos que o Rio Grande do Norte vem sofrendo, a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do estado confirmou ao G1 que está investigando um incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (7) em Senador Georgino Avelino, município distante pouco mais de 50 quilômetros de Natal. As chamas destruíram um ônibus, um caminhão e uma retroescavadeira em uma garagem da prefeitura.

Um dos veículos queimados foi uma retroescavadeira (Foto: PM/Divulgação)

A garagem fica na zona rural do município, em uma comunidade chamada Carnaúba. “Tudo indica que foi um incêndio criminoso, causado por ação humana, mas ainda não podemos atribuir o ato a nenhuma facção”, informou a Sesed por meio de sua assessoria de comunicação. “A suspeita é de incêndio criminoso, mas o delegado de Polícia Civil da cidade é quem vai investigar o caso e dizer o que aconteceu”, reforçou o tenente-coronel Genilton Tavares, comandante da PM na região.

Os ataques que vêm acontecendo no estado são reivindicados por uma facção criminosa insatisfeita com a instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, cidade da Grande Natal. O primeiro caso aconteceu na tarde do dia 29 de julho, quando um micro-ônibus foi incendiado na BR-101, em Macaíba, também na região Metropolitana da capital potiguar. Em uma semana, a Sesed registrou 107 atos criminosos em 37 cidades. O último atentado havia ocorrido na manhã da quinta-feira (4). Ao longo deste período, 108 pessoas foram presas suspeitas de participação direta ou envolvimento nos ataques.

Os principais alvos dos criminosos são ônibus, carros, prédios da administração pública e bases policiais. Um dos acessos ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, e até mesmo a vegetação do Morro do Careca – um dos principais cartões-postais do estado – também foram alvos dos atentados.

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