quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sejuc acha túnel e manda tirar TVs e ventiladores do maior presídio do RN

Escavação foi descoberta nesta segunda-feira (1º) no pavilhão 1 de Alcaçuz. Como castigo pela tentativa de fuga, secretário mandou cortar 'benesses'.

Anderson Barbosa Do G1 RN
Após a descoberta da escavação, presos ficaram sem TVs, ventiladores e aparelhos de som (Foto: Sejuc/Divulgação)

Detentos do pavilhão 1 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte, perderam o direito a TVs, ventiladores e equipamentos de som. A retirada de dezenas de aparelhos foi o castigo que a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) aplicou nesta segunda-feira (1º) após a descoberta de um túnel. Ao G1, o secretário Wallber Virgolino revelou que a escavação estava distante do muro, mas era bastante profunda. “Tinha uns 10 metros”, revelou. Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal.

Dentro do túnel os agentes encontraram uma 'teresa', espécie de corda improvisada com lençóis amarrados.
Túnel foi descoberto no pavilhão 1 de Alcaçuz; dentro da escavação, agentes encontraram uma ‘teresa’, corda feita de lençóis (Foto: Sejuc/Divulgação)

O castigo aplicado aos presos de Alcaçuz é o mesmo corretivo que foi dado aos detentos da Penitenciária Estadual de Parnamirim na semana passada. Após mais uma tentativa frustrada de fuga, os internos do pavilhão 2 da unidade também perderam as regalias. “Os objetos foram retirados como punição pelo mal comportamento e sucessivas tentativas de fugas dos presos. Toda semana encontramos escavações de túneis no local. Isso precisa acabar. Não aceitaremos insubordinações”, afirmou Virgolino na ocasião.

Dezenas de ventiladores, rádios e TVs foram recolhidos semana passada na Penitenciária Estadual de Parnamirim (Foto: Sejuc/Divulgação)

Ainda de acordo com o secretário, “benesses e regalias concedidas em outros tempos estão sengo substituídas por disciplina”.

Virgolino ainda esclareceu que os aparelhos que tiverem nota fiscal serão devolvidos aos familiares dos detentos. Já os que não tiverem comprovação de compra, em seis meses deverão ser doados a instituições de caridade, escolas ou creches do estado. “Será a nossa contribuição social”, ressaltou.

"Vamos fazer valer os direitos humanos e jamais agiremos fora da lei. Mas, se necessário, haverá cada vez mais rigor, e certas regalias deixarão de existir. Nas unidades prisionais onde os detentos se comportarem bem, faremos vista grossa. Caso ocorra desobediência, cortaremos as benesses. Os presos têm certos direitos, sim, mas também têm muitos deveres a cumprir”, finalizou o secretário.

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