segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Após quase 1 mês, RN ainda não sabe quantos presos morreram em Alcaçuz

22 corpos já foram enterrados, mas outros 4 ainda devem ser identificados. Estado também não sabe informar, de fato, quantos detentos fugiram.

Thyago Macedo Do G1 RN
Até esta sexta (10), 22 corpos foram identificados e enterrados (Foto: Divulgação/PM)

Após quase um mês das rebeliões, confrontos armados entre facções criminosas e morte de detentos dentro de Alcaçuz -- o maior presídio do Rio Grande do Norte -- o governo do estado ainda não sabe com exatidão quantos presos foram vítimas da matança e muito menos quantos conseguiram, de fato, fugir da unidade. Nesta sexta-feira, mais um crânio foi localizado por trás do Pavilhão 3, o que deve elevar a contagem oficial de mortos. A visita de familiares foi liberada, pela primeira vez após a rebelião, neste sábado (11).

Até o momento, segundo o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), 22 corpos já foram entregues às famílias e enterrados. Contudo, ainda há 12 cabeças, outros membros e mais quatro cadáveres -- sendo três totalmente carbonizados -- que necessitam de identificação. Exames de DNA devem ser feitos em outro estado, já que o Itep não possui equipamentos para isso, mas também não há previsão de quando estes testes serão realizados. No dia 25 de janeiro, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) informou que pelo menos 56 detentos haviam fugido de Alcaçuz, mas já alertava que esse número poderia subir.

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