quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Visitas em Alcaçuz continuam suspensas por tempo indeterminado

Acesso dos familiares aos presos está proibido desde início de rebeliões. Segundo diretor, "não há limites entre os pavilhões e outros setores".

Thyago Macedo Do G1 RN
Mulheres e familiares de presos não podem entrar em Alcaçuz (Foto: Fred Carvalho/G1)

Desde o início das rebeliões em Alcaçuz, em 14 de janeiro, a Secretaria de Justiça e Cidadania suspendeu o acesso de familiares aos presos e a medida será mantida por tempo indeterminado. Nesta quarta-feira (1ª), que seria dia de visita, por exemplo, as mulheres e parentes dos detentos não poderão entrar.

Além disso, o fornecimento de alimentos por parte dos familiares também foi suspenso pela Sejuc desde a primeira semana das rebeliões na penitenciária estadual de Alcaçuz. A alimentação dos detentos tem sido fornecida exclusivamente pelo Estado.

O Coordenador da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Coape), Zemilton Pinheiro, informou ao G1 que não há previsão para que a rotina de visitas sociais e visitas íntimas seja reestabelecida.

De acordo com a Coape, a suspensão das visitas é por questão de segurança, haja vista que na maioria dos pavilhões de Alcaçuz os presos ainda continuam soltos.

No fim de semana, durante revista feita no Pavilhão 5 de Alcaçuz, agentes da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária encontraram cinco armas de fogo e três espingardas calibre 12 de fabricação artesanal. Na sexta-feira, eles já haviam apreendido um revólver.

Desde o dia 14 de janeiro, quando teve início a série de rebeliões em Alcaçuz, resultando na morte de pelo menos 26 detentos, os presos passaram a ter livre acesso entre os pavilhões e a outros setores da penitenciária.

De acordo com a declaração assinada pelo diretor Ivo Freire, "já não há limites entre os pavilhões ou outro setor dessa penitenciária, não tendo qualquer controle ou restrição de acesso dos apenados, pois não há grades ou barreiras que separem uns dos outros internos custodiados".

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