quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

RN registra redução de 20% no número de assassinatos durante o período de carnaval

Secretaria de Segurança diz que foram 39 homicídios entre a sexta (9) e a noite da quarta-feira de cinzas (14). Para o Observatório da Violência Letal Intencional, foram 40 mortes.

Por G1RN

Em Mossoró, peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) também trabalharam bastante: 5 pessoas foram assassinadas nestes dias de carnaval (Foto: Marcelino Neto/O Câmera)

Pelo menos 40 pessoas foram assassinadas no Rio Grande do Norte durante o período de carnaval. Segundo o Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza os crimes contra a vida no estado – os homicídios foram registrados entre a sexta (9) e a noite da quarta-feira de cinzas (14). A Secretaria de Segurança Pública (Sesed), no entanto, diz que foram 39 mortes. No ano passado, também no período de carnaval, foram 50 homicídios. Neste caso, o instituto e a secretaria não divergem. Em todo caso, a redução ficou entorno de 20%.

Cidades onde os homicídios foram registrados segundo o OBVIO:

Natal: 9
Mossoró: 5
Macaíba: 5
São Gonçalo do Amarante: 2
Ceará-Mirim: 2
Extremoz: 1
Assu: 1
Parnamirim: 1
Monte Alegre: 1
Caicó: 1
Tibau do Sul: 1
Macau: 1
João Dias: 1
Nísia Floresta: 1
Itaú: 1
Bom Jesus: 1
Luis Gomes: 1
Tibau: 1
Goianinha: 1
Lagoa D'anta: 1
Santo Antônio: 1
Vera Cruz: 1

A Sesed não divulgou os locais dos homicídios.
Mortes registradas durante o período de carnaval no RN

Fonte: Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO)

Ainda de acordo com os dados do OBVIO, somente em janeiro e nestas primeiras semanas de fevereiro, 319 pessoas foram mortas no estado, o que representa um crescimento de 5,6% em comparação ao mesmo período de 2017.

"Mas, para termos uma percepção ainda melhor da evolução dos homicídios, se compararmos a quantidade de mortos de janeiro e fevereiro deste ano com a quantidade de mortos de janeiro e fevereiro de 2015, ano que começamos a analisar os homicídios no estado, veremos que o crescimento da violência de 49,1%", ressalta Ivenio Hermes, coordenador do instituto.

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