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sexta-feira, 15 de março de 2019

Morte cruel: Zaira sofreu “mata-leão” e pode ter sido estuprada

Segundo o delegado que investiga o caso, Leonardo Germano, polícia aguarda laudo conclusivo do Itep para confirmar se houve violência sexual.
Sargento Pedro Inácio tinha relacionamento informal com universitária Zaira Cruz. Foto: Montagem/Redes Sociais
A estudante universitária curraisnovense Zaira Dantas Silveira Cruz, 22 anos, foi morta por estrangulamento em golpe conhecido popularmente como “gravata” ou “mata-leão” e há indícios de que ela também tenha sofrido violência sexual. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (15) pelo delegado Leonardo Germano, responsável pela investigação da morte da estudante, em 2 de março deste ano, durante o carnaval na cidade de Caicó, localizada a 282 quilômetros de Natal. De acordo com Germano, a polícia aguarda laudos conclusivos do Itep para confirmar se houve estupro antes do assassinato.
O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio de Maria foi preso na manhã desta sexta-feira em operação da Polícia Civil realizada na cidade de Currais Novos, a 180 quilômetros de Natal, também na Região Seridó. Ele é apontado pela polícia como o principal suspeito de participação na morte de Zaira. O PM foi detido durante a madrugada na casa dele. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 3ª Vara de Caicó. O policial foi transferido para a capital do Rio Grande do Norte, onde passou por exames de corpo de delito no Itep e está detido no Comando Geral da Polícia Militar, no bairro Tirol.
Estudante curraisnovense foi encontrada morta dentro do carro do sargento da PM em frente à sede de bloco de Carnaval. Foto: Vilsemar Alves
Morte violenta
De acordo com a Polícia Civil, todas as investigações apontam o PM como principal suspeito do crime. Segundo o delegado Leonardo Germano, Pedro e Zaira deram carona a amigas dela até o bairro Paraíba, em Caicó por volta das 2h14 do sábado (2) e o veículo dele chegou ao estacionamento da sede do bloco onde ele estava hospedado às 3h18. “Há indícios de que Zaira foi morta nesse intervalo de tempo”, explicou Germano. “A estudante foi encontrada sem vida no banco de passageiro e segundo os exames do Itep, ela morreu após ter sofrido asfixia mecânica, através de estrangulamento, que teria sido praticado pelo suspeito”, ressaltou o delegado regional da 3ªDRPC de Caicó, Ricardo Brito.
O diretor do Instituto Técnico e Científico de Perícia (Itep-RN), Marcos Brandão, afirmou que a estudante foi vítima de uma morte cruel. “A estudante apresentava lesões no cérebro, nos olhos e pulmões. Além disso, dedos e lábios cianóticos (roxos). Essas características são bem contundentes para asfixia mecânica por estrangulamento, o que materializa o crime de homicídio”, esclareceu Brandão. Ele também informou que Zaira também apresentava lesão no braço direito, uma fratura no dente e uma marca de sapato na perna.
Quem encontrou Zaira morta
A estudante Zaira Cruz foi vista durante a madrugada de sábado deitada de bruços dentro do carro de Pedro por quatro homens que estavam na casa. “Eles a viram e presumiram que ela estava dormindo. Pela manhã, o sargento Pedro Inácio foi o primeiro a se aproximar do veículo, tentou manter contato com ela e disse acreditar que estava dormindo. Por volta das 9h, o Samu foi acionado e ao chegar no local, foi percebido que ela estava morta há bastante tempo”, explicou Leonardo Germano.
O delegado afirma que é pouco provável a participação de outras pessoas no crime. “Ouvimos dezenas de pessoas com bateria intensa de oitivas. Mas não foram apenas as informações colhidas nos depoimentos, mas sim uma série de elementos que levaram a suspeita da autoria do homicídio”, destacou Germano.
Como era a relação de Pedro e Zaira
A Polícia Civil informou com base em depoimentos de familiares e amigos que Pedro e Zaira se conheciam e eram amigos há alguns anos. “Há pelo menos alguns meses eles mantinham um relacionamento informal, esporádico, comum entre dois jovens solteiros. Eles se encontraram casualmente na sexta-feira de carnaval em Caicó e decidiram ficar”, disse o delegado Leonardo Germano.
Sobre a motivação do crime, o delegado afirma que ainda está em sigilo. “Não há ainda a conclusão para a motivação. Temos a dinâmica dos fatos, foi entre 2h e 3h que o homicídio foi cometido possivelmente precedido de estupro”, explicou Germano.

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